Resenha: "No Mundo da Luna" de Carina Rissi
Hey guys! Segunda resenha aqui do blog! Dessa vez, o chick-lit mais recente da Carina Rissi "No Mundo na Luna" que dividiu opiniƵes.
GĆŖnero: Romance/chick-lit
Autor (a): Carina Rissi
Editora: Verus
Ano: 2015
Sinopse: A vida de Luna estĆ” uma bagunƧa! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome. RecĆ©m-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notĆcias instantĆ¢neas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. Ć assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora nĆ£o tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e nĆ£o acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quĆ£o complicado pode ser criar um texto em que ninguĆ©m presta atenção?Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusƵes, surge uma indesejada, porĆ©m irresistĆvel paixĆ£o que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — nĆ£o fosse com o homem errado. Sem saĆda, Luna terĆ” que lutar com todas as forƧas contra a magia mais poderosa de todas, que atĆ© entĆ£o ela desconhecia: o amor.Com seu estilo Ć”gil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixĆ£o, que vai conquistar vocĆŖ do inĆcio ao fim.
Mal consigo acreditar que consegui terminar de ler esse livro! Ufa! Foi o livro mais cansativo que eu jÔ li, sem dúvidas. E olha que eu gosto muito da escrita da Carina Rissi. Ela é uma fofa e sabe como bolar uma boa estória... O que aconteceu? Gostaria de saber.
"Um livro que envolve uma jovem jornalista e a magia da cultura cigana." Pronto! Chamou a minha atenção. Então comprei logo na semana de lançamento e comecei a ler com muito entusiasmo, mas como a leitura não estava fluindo, então dei um tempo. Tipo, meses. Não acontecia muita coisa na estória, e isso me chateou porque coloquei muita expectativa nesse livro. Pensei que a autora iria compensar "Encontrada" por ter sido um livro bem morninho, enquanto seu antecessor e meu preferido, "Perdida" foi um livro maravilhoso, logo imaginei que "No Mundo da Luna" seguiria essa linha, mas me enganei feio.
- Sua magia Ć© forte. Use-a com sabedoria e nunca em benefĆcio próprio. As cartas nĆ£o permitem. [...] Eu quase dei risada. Magia em mim? Que ridĆculo. Nunca houve nada mĆ”gico em mim.
A cultura cigana foi praticamente ignorada por muitas e muitas pÔginas que praticamente se resumiam ao cotidiano da Luna, que mantinha um caso com o chefe que "odiava", o Dante. Eles começaram a se envolver quando se encontraram por acaso num hotel, quando a Luna levou um bolo do Viny, que também trabalha na Fatos & Furos. Como o Dante tinha acabado de terminar um relacionamento, os dois resolveram afogar as mÔgoas na bebida juntos. Eis que no outro dia, a nossa protagonista atrapalhada acordava na cama do quarto de Dante com o mesmo do jeito que veio ao mundo ao seu lado. E ela não lembrava de nada.
Dante é o editor-chefe da Fatos & Furos, descrito como um nerd desajeitado e mandão. Ele resolve passar um tempo na casa da irmã que saiu de férias com o namorado, jÔ que ele foi expulso da sua própria casa pela sua ex-namorada, uma modelo famosa chamada Alexia, que ainda não o deixou levar seu cachorro. Percebam a "coincidência": Quem morava no apartamento que ficava logo em frente? Isso mesmo, a Luna! E assim veio uma sucessão de acontecimentos desnecessÔrios e beeem prolongados, incluindo brigas sem motivo, mimimi da Luna, estresse do Dante, sem contar nas vÔrias vezes em que eles copularam e a Luna se arrependia logo em seguida e negava os seus sentimentos que estavam mais do que claros.
| amigadaleitora.com |
A avó da Luna, - que é cigana - uma personagem interessante e que sempre sabia o que dizer, merecia uma maior participação durante a trama. Ela foi a responsÔvel por vÔrios momentos divertidos do livro, e era decepcionante para ela o fato da sua neta ser totalmente indiferente à sua cultura. Outra personagem que achei bem legal foi a Sabrina, amiga da Luna e com quem também dividia o apartamento. Uma amiga fiel, perdidamente apaixonada por seu namorado e de certa forma, muito ingênua.
Uma coisa que me irritou muito foi o endeusamento que a Luna fazia do Dante. Ela nĆ£o podia ficar um segundo próxima a ele sem pensar em seus atributos fĆsicos e em agarrĆ”-lo em qualquer lugar... Achei isso muito chato e repetitivo. Nunca vi uma protagonista tĆ£o chata e incoerente. Nada fofa, como foi a intenção da autora. Teria muita coisa para desenvolver alĆ©m dessa lenga-lenga do casal, como por exemplo, as pessoas da equipe da revista. Para eles foi atribuĆda muito pouca personalidade e eu mal conseguia diferenciĆ”-los...
NĆ£o gosto de ler um livro ansiando terminĆ”-lo o mais rĆ”pido possĆvel e essas 476 pĆ”ginas me deixaram absurdamente entediada. A estória caberia perfeitamente em 300 pĆ”ginas ou atĆ© menos. Mas em contrapartida, "No Mundo da Luna" agradou uma boa parte do pĆŗblico pelo seu romantismo clichĆŖ. Ć tudo questĆ£o de gosto!


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